Transição do Elementor para blocos: por que eu decidi mudar

Durante muito tempo o Elementor foi minha principal ferramenta de construção no WordPress.

E não por acaso. Ele foi, de verdade, uma das primeiras ferramentas que usei na minha carreira. Foi com ele que eu comecei a entender melhor o ecossistema, entregar projetos de verdade e ganhar confiança no que eu estava fazendo.

Se você já usou o Elementor, sabe bem do que eu estou falando.

Mas ao longo do tempo, algumas coisas começaram a me incomodar. E foi nisso que essa transição começou a fazer sentido.

O papel do Elementor na minha jornada

Antes de qualquer coisa, acho importante deixar claro: eu não tenho absolutamente nada contra o Elementor.

Muito pelo contrário, ele é uma ferramenta extremamente poderosa. Permite criar páginas com muita rapidez, tem um alto nível de customização e, principalmente, é muito acessível para quem não tem um background técnico.

Isso faz muita diferença no dia a dia, principalmente quando você trabalha com vários clientes diferentes.

Alguns recursos como templates globais, por exemplo, ajudam muito na gestão de sites maiores. Sem falar na comunidade gigantesca e na quantidade de soluções prontas que existem.

E vale mencionar também a evolução recente do Editor V4, que vem trazendo melhorias interessantes, principalmente relacionadas à performance do que você cria.

Dito isso…

O Elementor no dia a dia

Com o tempo, alguns padrões começaram a ficar mais presentes nos projetos. Mas nada muito fora do normal.

Sabe aquelas coisas que não chegam a ser um grande problema isolado, mas aparecem aqui e ali? Mais ou menos isso.

Em alguns cenários eu lidava com:

  • Questões de performance
  • Algumas instabilidades pontuais
  • Loading infinito…
  • Atualizações que pediam um pouco mais de atenção
  • Conflitos em ambientes com múltiplos plugins ou stacks mais complexas

Mas sendo sincero, acostumei com grande parte.

Principalmente quando você está lidando com vários projetos ao mesmo tempo, esse tipo de situação acaba entrando na rotina.

A virada de chave: o próprio WordPress começou a mudar

Ao mesmo tempo que esses incômodos estavam ali na rotina, o WordPress também evoluia.

Principalmente com o desenvolvimento do Gutenberg. No começo revirei um pouco o nariz eu não dei tanta atenção assim, mas com o tempo ficou impossível ignorar.

A abordagem baseada em blocos começou a amadurecer, ganhar mais recursos e principalmente mostrar que era um caminho de longo prazo dentro da plataforma.

E aí veio a reflexão: será que faz sentido continuar dependendo tanto de uma camada externa, sendo que o próprio core está evoluindo nessa direção?

Foi aí que eu decidi abrir um pouco meu horizonte.

A transição para blocos

Importante que essa mudança não aconteceu do dia pra noite.

Comecei explorando mais o Gutenberg, entendendo melhor como funcionavam os blocos nativos e testando em projetos menores…

Nisso também conheci o GenerateBlocks e algumas peças começaram a encaixar. A proposta é simples: usar blocos leves, focados em estrutura, e te dar liberdade pra construir praticamente qualquer layout.

A partir disso, comecei a adotar essa stack com mais frequência:

  • Gutenberg (core)
  • GenerateBlocks
  • Blocos nativos do WordPress

E fui levando isso para projetos que desenvolvia.

O que mudou na prática

Depois de um tempo trabalhando assim, algumas diferenças ficaram bem claras.

1. Mais estabilidade

(Uma das coisas que mais senti)

Passei a ter menos surpresas com atualizações, menos conflitos indesejados e um ambiente muito mais previsível. E quando você lida com vários projetos ao mesmo tempo, essa previsibilidade faz bastante diferença.

2. Performance

Menos dependência de camadas adicionais significa menos código sendo carregado e, consequentemente, páginas mais leves. Claro, ainda depende muito de como você constrói, mas a base já ajuda bastante.

3. Mais controle sobre o que estou construindo

(Mais perceptível pra mim)

Trabalhando com blocos, sinto que estou muito mais próximo do que está sendo gerado. Tem menos “caixa preta” e mais clareza no processo, o que facilita tanto no desenvolvimento quanto na manutenção depois.

4. Experiência mais fluida (com ponto de atenção)

Tanto para construir quanto para produzir conteúdo, a experiência se torna mais fluida com o tempo. Depois que você se acostuma com a lógica de blocos, começa a pensar em estruturas mais reutilizáveis e ganha velocidade de uma forma diferente.

Não é a mesma velocidade do “arrasta, solta, copia e cola” do Elementor (que funciona muito bem), mas é uma velocidade até que sustentável.

Por outro lado, vale destacar que em alguns cenários, principalmente quando você precisa criar layouts mais avançados ou muito específicos, trabalhar apenas com recursos nativos pode exigir um pouco mais. Às vezes isso envolve compor mais blocos, pensar melhor na estrutura ou até complementar com CSS. Nada impeditivo, mas é um tipo de complexidade que entra no jogo.

Mas afinal… vale a pena mudar?

Aqui vai um ponto importante: essa não é uma tentativa de dizer que uma ferramenta é melhor que a outra. Como sempre foi em web, cada contexto pede uma solução diferente.

O Elementor continua sendo uma excelente opção em muitos cenários, principalmente quando velocidade de entrega e facilidade para o usuário final são prioridades.

Mas para o meu momento e para os tipos de projeto que venho trabalhando essa mudança fez muito sentido.

Minha conclusão

No fim das contas, essa transição tem menos a ver com ferramenta e mais com mentalidade. É sobre estar aberto a testar novas abordagens, entender para onde o ecossistema está caminhando e adaptar seu jeito de trabalhar ao longo do tempo.

O WordPress mudou, e continua mudando. Acredito fortemente que acompanhar isso sem ficar preso a uma única forma de construir é o que nos permite evoluir junto.

Se você está nesse momento de questionamento, minha dica é simples: comece por algum lugar. Cria um projeto pequeno, experimenta os blocos e sente na prática. Pode ser que faça sentido pra você também. Ou não, e está tudo bem!

Dito isso, espero que esse relato te ajude de alguma forma ao longo do seu caminho.

Caio Ferreira foto

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